ABrasOFFA

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O BRASIL PELOS OLHOS DE ANNA RUETTGERS










Num intercâmbio alguns ítens são básicos , na opinião da nossa intercambista Anna Ruettgers , da cidade de RAESFELD , na Alemanha e que irá conviver conosco durante, aproximados tres meses.

A curiosidade, a paciência, a tolerãncia, vontade de aprender e adaptar-se a regras e costumes totalmente diferentes de seu país, vontade de mostrar os seus costumes e fazer com que outros tenham interesse por seu país, estes são ítens que ela afirma serem necessários para se fazer um intercâmbio.

Tudo começou quando por meio do Rotary de Santos José Bonifácio se fizeram os primeiros contatos com a nossa entidade e desta vez um pouco diferente dos outros intercâmbios, pois ela escolheu trabalhar numa entidade, afim de vivenciar novas experiências na área social.

Para nós da ABrasOFFA, uma oportunidade de mostrar o nosso trabalho e trocar novas experiências . Muitos foram os jovens que a entidade recebeu nestes anos, mas a jovem alemã, nos solicitou conhecer os nossos projetos e os de outras Ongs da região , para ter a oportunidade de conhecer o trabalho social.

Os passeios culturais na região e na cidade de Manaus, com os nossos representantes da ABrasOFFA daquele estado , visitado Ongs, trabalhar na Ong diáriamente, conhecer amarelinhos e fazer novas amizades , com experiências diferentes como: Aulas de Português (ditado, leituras de jornais, regras ortográficas, ditongo e muito mais ) ,despedida de solteiro, bate-papo em barzinhos, inimigo oculto, balada com roda de samba, festa de faculdade, festas de final de ano ( com direito a chegada do Papai Noel e Fogos na praia) , tudo isso ela relata num relatório mensal, enviado para a Alemanha onde conta o que tem feito e as suas impressões.
Com vocês , um pouco do Brasil pelos olhos da nossa querida Anna Ruettgers.

Oi gente!
Agora já faz um mês que me pus a caminho de novo para o mundo amplo, para ter novas experiências e vivências inesquecíveis. Então já é hora de contar um pouco para voçês de minha vida aqui em Santos, São Paulo, meu trabalho na ABrasOFFA e, com certeza, da minha viagem para Amazônia.
Começamos então com minha família que me recebeu afetuosamente. Estou vivendo junto com meus pais anfitriãos Helena e Ynel e minha irmã anfitriã Paola que tem 24 anos. Moramos em um apartamento que fica a duas quadras da praia. Além disso tenho outra irmã anfitriã, Patrícia, que já tem família própria com duas filhas (muito fofinhas) e então já não vive mais na casa de seus pais. Gosto muito de todos eles, porque são muito amáveis e boa gente. A vida familiar é bem corrida, porque todo mundo trabalha e/ou estuda muito e poucas vezes que todo mundo está junto. Mais bonito então se fazem os finais de semana nos quais minha mãe gosta de cozinhar e – como típico para os brasileiros – adora ter um monte de gente ao seu lado.
A vida aqui em santos é no entanto bem diferente da “vida brasileira” que conheci no ano passado. Como Santos é uma cidade grande cada um no anônimo. Mas ainda é uma cidade alegre que tem vários pontos onde a gente se junta para conversar, em bares ou na praia. Aí as crianças correm brincando e os adultos dividem uma cerveja, um chá ou uma água de coco conversando sobre a vida.
O meu trabalho aqui é na ONG da minha mãe, ABrasOFFA – Associação Brasileira dos Organizadores de Festivais de Folclore e Artes Populares.
O que eu faço aqui é, como o nome já revela, ajudar aos outros voluntários de organizar um festival de folclore que acontece aqui em Santos todos os anos em agosto e se apresentam grupos folclóricos de todo o mundo. Também a ABrasOFFA organiza turnês para grupos folclóricos querendo viajar por toda Brasil ou até por todo o mundo. Esse trabalho é de muito burocracia e trabalho no escritorio. Não é o que eu imaginava, mas igual gosto bastante...
ABrasOFFA tambem tem outros projetos interessantes que são da cultura da paz, como por exemplo o “Paz na Ponta do Giz”, que eu gosto muito de participar. Nesse projeto alguns voluntários fazem todos os últimos sábados do mês, tipo uma assistência para crianças de uma comunidade da cidade. Os amarelinhos (assim é como chamam aos voluntários da ABrasOFFA por causa das coletes ou das camisetas amarelas que usam) vão buscar as crianças de idade de 4 a 12em suas casas e levam- nas à creche “Irmã Dolores” que empresta o lugar para o projeto.
Aí organizamos jogos e brincadeiras para as crianças e também tem cursos/conversas para/com as mães das crianças. Junto com a ajuda de uma psicóloga a gente também ensina a prática da não-violência para as crianças, porque muitos deles crescem em um ambiente de muitos problemas de varias formas, tal como pobreza e violência. Ao final do projeto, que se realiza das 9hs a as 13hs, os meninos recebem alimentação. Infelizmente não tem voluntários suficientes para realizar o projeto semanal.
Além disso a ABrasOFFA também tem um grupo de artesãos que vendem seu artesanato de vários tipos é dão uma parte do seu lucro à ABrasOFFA, que fora disso só vive de doações. E a semana que vem também a Helena vai começar dar aula de não-violência e comunicação não violenta para pessoas de Guarujá.
Como eu quero conhecer o setor social do Brasil, minha mãe já começou a me levar a conhecer outras ONGs , das quais tem mais de 240 aqui em Santos. Assim foi que por exemplo já conheci à “Casa da Vovó Benedita” que é uma creche noturna para crianças cujas mães trabalham ou estudam de noite. E também me levaram a conhecer uma ONG em São Vicente. A “Associação da Integração Social” que é uma ONG para gente de todas as idades. Eles dão cursos de analfabetismo, esportes e outras coisas.
Como eu até agora só trabalho de tarde na ABrasOFFA, gostaria participar outro projeto mais, que trabalha com crianças ou jovens, de manhã, mas não sei se pode ser porque a maioria dos projetos entram em ferias agora, até o final de janeiro.
Fora isso eu comecei a participar de aulas de Capoeira. Capoeira é uma disputa de dança afro-brasileira que é muito popular aqui no Brasil. O grupo que eu estou participando as aulas também é formado por uma ONG. As aulas são gratuitas para gente que não tem muito dinheiro e também participam pessoas com necessidades especiais; assim é como participam por exemplo, uma menina cega e um menino que está na cadeira de rodas em quase todos os exercícios.
Também fui convidada em duas escolas de inglês doas quais aqui tem muitas, porque as aulas de inglês na escola comum não são muito boas. Aí falei em primeiro lugar do intercâmbio, como é, o que são as dificuldades, os diferentes programas e como é a organização, desse intercâmbio pelo Rotary International. Vários dos alunos estão interessados o começaram de ter interesse em fazer intercâmbio.

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